Delegação articulada pelo Movimento ODS MS leva Mato Grosso do Sul à 1ª Conferência Nacional dos ODS

Mato Grosso do Sul marcou presença na 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada de 30 de junho a 2 de julho, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. A delegação sul-mato-grossense foi eleita na etapa estadual, organizada pelo Movimento Nacional ODS Mato Grosso do Sul e realizada em 20 de maio, no campus da UFMS, em Campo Grande, sob a articulação de Rodney Custódio da Silva Ferreira Júnior, Marcos Rocha Martins da Silva, Ana Franzoloso e Isabella Maria Dalla Nora Franco.
A etapa nacional reuniu 727 delegadas e delegados eleitos nas etapas preparatórias de todo o país e terminou com a aprovação de 75 propostas, que vão compor o documento de diretrizes para a implementação da Agenda 2030 no Brasil, com foco em desenvolvimento sustentável, redução das desigualdades e fortalecimento da participação social.

Uma mobilização de todo o país
O caminho até Brasília envolveu cerca de três meses de participação social. Segundo a Comissão Nacional para os ODS (CNODS), o processo mobilizou mais de 31,4 mil pessoas entre março e maio, em 277 conferências livres e municipais, 20 conferências estaduais (incluindo o Distrito Federal) e na etapa digital nacional, que recebeu 510 propostas pela plataforma Brasil Participativo. O resultado foi um caderno com 1.131 propostas, que serviu de base para os debates da etapa nacional.
Com o tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável”, a conferência foi realizada pela CNODS, da Secretaria-Geral da Presidência da República, com correalização da Itaipu Binacional e apoio da Caixa, da Fiocruz e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Da etapa estadual a Brasília
Em Mato Grosso do Sul, a caminhada começou na etapa estadual, onde poder público, universidades, órgãos de controle, setor produtivo, movimentos sociais e sociedade civil debateram propostas nos seis eixos da conferência e escolheram os representantes do Estado na etapa nacional. As contribuições aprovadas em MS foram levadas ao debate em Brasília.
A etapa estadual mostrou a força da construção coletiva em Mato Grosso do Sul. Levamos a Brasília uma delegação diversa, preparada e comprometida, que representou com muita responsabilidade as vozes do nosso Estado. Agora, o desafio é transformar as propostas aprovadas em ações concretas nos nossos municípios.
Rodney Custódio da Silva Ferreira Júnior, Movimento Nacional ODS MS
Experiências de MS no debate nacional
Entre as instituições que integraram a delegação estava o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), da Prefeitura de Campo Grande, representado pela presidente Adir da Silva Oliveira Diniz, pelo gestor de projetos Thiago Faria Rodrigues e pela assessora e assistente social Rosiley Salles Rufino. O FAC apresentou ações desenvolvidas na Capital em inclusão social, segurança alimentar, geração de renda e economia circular, como cursos de culinária e artesanato sustentável, hortas em escolas municipais, educação ambiental, a Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA/FAC) e o pátio de compostagem que abastece hortas sociais e a cooperativa CoopUrb.
Ver instituições de Mato Grosso do Sul apresentando em Brasília o que já fazem pela Agenda 2030 é a prova de que os ODS saem do papel quando há articulação entre governo, sociedade civil, academia e setor produtivo. O Movimento ODS MS seguirá mobilizando parceiros para que as diretrizes da conferência cheguem a todo o Estado.
Marcos Rocha Martins da Silva, Movimento Nacional ODS MS


Próximos passos
Com o documento nacional de diretrizes, o Movimento Nacional ODS MS vai seguir acompanhando os desdobramentos da conferência e mobilizando parceiros e municípios sul-mato-grossenses para colocar as propostas em prática, fortalecendo o compromisso do Estado com a Agenda 2030. Mais informações sobre a Conferência estão disponíveis em conferenciaods.org.
Com informações da Prefeitura de Campo Grande (CG Notícias) e do PNUD Brasil.
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